domingo, 25 de dezembro de 2016

Catecismo da Igreja Católica em AudioBook MP3 para Download

Catecismo da Igreja Católica em AudioBook MP3 para Download
(AudioBook Católico)



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05-QUARTA PARTE - A ORAÇÃO CRISTÃ 2558-2865

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domingo, 29 de maio de 2011

LAVAGEM CEREBRAL NO MEIO PROTESTANTE!


 
Anos atrás, tive a oportunidade de participar de congressos, cultos e outros encontros no meio Protestante. Foram 18 anos observando como agiam, quais eram as técnicas e como trabalhavam com a personalidade humana. Neste contexto, comecei a participar de várias palestras ministradas por Monsenhor Arlindo e Padre Juarez na área da parapsicologia. Obtendo muitas informações, comecei a ler também artigos sobre psicologia, o crescimento Protestante merecia então um estudo à luz da ciência sobre os fenômenos ocorridos nestes cultos.

Depois de muito tempo estudando os fenômenos, cheguei à conclusão que o crescimento Protestante nestes últimos anos nada mais é do que técnicas de lavagem cerebral utilizadas num pequeno espaço de tempo, outro fator que eu sempre observava nos cultos, era o fenômeno que a psicologia chama de transe coletiva, numa determinada celebração eu contei 58 pessoas que caíram ao chão. Para diferenciar estas técnicas quero deixar bem claro que existem 3 tipos de fenômenos no mundo em que vivemos: o físico, o paranormal e o sobrenatural. O fenômeno físico é aquele produzido pela natureza como os vulcões, os relâmpagos, terremotos, trovões e tempestade.

O paranormal é produzido pela mente humana como a telepatia, os sonhos, a hipnose e outros. O sobrenatural é o fenômeno que realmente vêm de Deus como os milagres, a incorrupção dos corpos e os fenômenos que a ciência não explica, o sobrenatural é um fenômeno metafísico que quer dizer além da matéria, além da ciência, além do entendimento humano. Mas o que está acontecendo hoje em dia é que fenômenos paranormais, onde também se enquadra a lavagem cerebral, estão sendo confundidos com a ação do Espírito Santo por milhares de pastores, jogam tudo dentro do mesmo saco e acham que é a mesma coisa.

Ao falar de lavagem cerebral, não estou generalizando e deixo bem claro que não são todas as Igrejas Protestantes que usam as técnicas. No Brasil porém, podemos observar que as que utilizam das técnicas tornam-se cada vez mais agressivas em relação à Igreja Católica , existe até um plano estratégico dito “Amanhecer”, para tornar a América Latina um Continente Protestante dentro de poucos anos. Com efeito, registra-se uma forte campanha para desraigar os Católicos das suas origens religiosas levando-os a romper os vínculos com suas comunidades, esta etapa compreende violentas campanhas de difamação do Catolicismo, campanhas de teor superficial com base em mentiras, calúnias e notícias imprecisas. Os arautos do protestantismo repetem supostos chavões sem saber justificar o que dizem, chavões interessam porque são agressivos, não porque sejam verídicos, assim o Católico que não tem conhecimento da sua fé, aprende a perder o amor à Santa Igreja Católica, a única que Cristo fundou.

Ao mesmo tempo muitos pastores se apresentam como autênticos “mestres”, os únicos que conhecem a bíblia e a podem explicar. As explicações que oferecem, são freqüentemente primárias, subjetivas, muito distantes do sentido do texto sagrado que foi originariamente escrito em hebraico, aramaico ou grego, assim pretendem ganhar a simpatia e a amizade dos Católicos, tocam fibras sentimentais e afetivas muito mais do que a inteligência, a lógica e a veracidade. Aos poucos a intenção é ir modelando uma reeducação enganosa muito mais afetiva do que intelectual, baseada em preceitos não fundamentados.

Certas palavras assumem enorme capacidade de impressionar e marcar, como a veneração que maldosamente é dita como adoração; são utilizadas também outras palavras como “mariolatria”, “papolatria”, etc. A desprogramação do crente fanático é muito difícil por causa dos preconceitos que lhes foram incutidos, às vezes porém o esgotamento físico e moral dos crentes é tal que se deixam subjugar indefinidamente pelos seus supostos pastores carismáticos. Querem acreditar nesses “mestres” porque não sabem mais em quem ou em que acreditar.

Tal é a situação em que se vê a sociedade no Brasil e na America Latina do ponto de vista religioso. É um alerta aos fiéis Católicos para que tomem consciência do significado da verdade da fé, estudem o seu credo e procurem viver generosamente a sua vocação Cristã dentro da única Igreja que Jesus fundou e entregou a Pedro e seus sucessores. Bom, para uma melhor compreensão sobre o tema, vou definir primeiramente o que seria uma seita para que todos entendam o que está acontecendo também em muitas igrejas protestantes, Seita é uma fé e uma prática centralizada em doutrinas falsas que exige devoção para um ponto de vista ou para um líder religioso, é um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da bíblia.

Estudo realizado por Jaime Francisco de Moura



Três (3) lojas online que indico para comprar este livro:


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(Não estou ganhando com a propaganda e a venda deste livro, mas estou ganhando muito mais em poder ajudar os Católicos a se informar!)

Católico formado e informado é católico preparado!
                           

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Defender a fé é evangelizar ou alimentar odio?



Autor: Rogerio SacroSancttus

Uma dúvida pairou sobre meus pensamentos na questão de debater com protestantes a respeito de nossa fé catolica.

Será que realmente é valido perder este tempo respondendo a ataques que fluem em varios temas desde Igreja, Batismo, Maria, Idolatria, Papado, Purgatorio, Intercessão, etc.?

Sem contar que parece que a cada dia surgem novos questionamentos sobre estes temas.

Analisando o obvio, seria certo pensar que estes são membros do protestantismo, que surgiu em 1517 com Lutero que se opuseram contra a Igreja e portanto protestar contra a Igreja seria basicamente o normal e que não adianta discutir, é perda de tempo, porque vão passar toda a vida so protestando num circulo vicioso de 486 anos.

Bom pelo menos assim também eu pensava.

Até que por inspiração do Espirito Santo vi uma outra realidade por tras destes perseguidores, que atrás de pessoas que aparentemente são duras e frias no julgamento aos católicos se escondem muitas duvidas que assombram suas mentes, e por isso atras de tantas acusações escondem-se questionamentos sobre a propria fé que vivem. São pessoas que buscam saber mais a fé catolica que as vezes nao viveram tão intensamente antes de mudarem de religiao.

E a confirmação para mim se deu enquanto eu me indagava sobre isso tudo e minha mãe veio me falar de uma mensagem que leu ao sair de um acampamento de oração na canção nova na qual dizia:

" Quem ataca a religião dos outros 


é porque não tem certeza da sua própria "

Em meio então a tantas perguntas a serem respondidas dos protestantes paira tambem a duvida de que estes realmente estao seguindo a Jesus verdadeiramente e por isso vêm a nós buscar as respostas que devemos estar preparados para dar .

Realmente como diz Pedro temos de estar sempre preparados a dar as respostas com mansidão a todos por que até mesmo nisso estamos levando a evangelização:

Pedro 3: 15 "Antes, santificai em vossos corações a Cristo como Senhor. E estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós."

Proverbios 15:23 "Saber dar uma resposta é fonte de alegria como é agradavel uma palavra oportuna"

Vemos também Paulo paciente em anunciar a Boa Nova quando passa três dias respondendo a base das Escrituras para os Judeus na Sinagoga, quantas perguntas repetidas não surgiram será nestes três dias ? Muitos depois disto se converteram, e Paulo viu os frutos da paciencia no dialogo que teve.

Atos 17: 1-4 " Passaram por Anfípolis e Apolônia e chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. Paulo dirigiu-se a eles, segundo o seu costume, e por três sábados disputou com eles. Explicava e demonstrava, à base das Escrituras, que era necessário que Cristo padecesse e ressurgisse dos mortos. E este Cristo é Jesus que eu vos anuncio. Alguns deles creram e associaram-se a Paulo e Silas, como também uma grande multidão de prosélitos gentios, e não poucas mulheres de destaque."

Temos também muitos santos que na época da reforma eram verdadeiros Polemistas no dialogo com pessoas de outras religioes principalmente os protestantes:


Alguns exemplos são:

São Fidelis de Sigmaringa que foi nomeado para levar a fe catolica no seculo XVII aos que moravam nos vales do pais de grises pois haviam de apartado da Igreja para o Calvinismo Na primeira conferência que manteve com os calvinistas, ele reconduziu à verdade dois nobres. Quem não se convenceria ouvindo esse apóstolo desafiar os ministros protestantes, fazendo cair por terra todas suas argumentações? Ele levou a palavra atraves de muitas ameaças , mas nunca deixou de evangelizar.

Sao Francisco de Salles que foi uma das grandes figuras da Contra Reforma. Ele reconduziu ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas seduzidas pela heresia de Calvino. Ao mesmo tempo dava assistência religiosa aos soldados do castelo de Allinges, os quais, apesar de católicos de nome, eram ignorantes em religião e dissolutos. Seu renome repercutia como grande confessor e diretor de consciências

Sao Pedro de Carnier que era conhecido como o " Martelo dos Protestantes" por sempre estar a defender a fé catolica.

Será que estes Santos não viveram a Palavra de Jesus no auge para chegar a santidade? Esta mesma Palavra de Jesus que resumia no amor, a Deus e ao proximo e na propria essencia de Deus como diz São João, Deus é amor (cf. I Jo 4:8 ).

E assim conclui minha reflexão , que não é falta de amor estar respondendo as perguntas e nem mesmo falta de respeito a religião alguma , isto tudo na verdade é um Ministerio , é evangelizar aqueles que conhecem a Palavra mais na maioria das vezes não interpretam-na corretamente.

I Corintios 9:16 Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!

E claro, temos de esclarecer a estes não no intuito de uma luta de palavras para apenas ter a satisfação de ver o outro se calar, mas para saber que no fim , como anunciadores e evangelizadores, fique a esperança de que a semente de tudo que foi dito caia sobre estes corações e no momento oportuno escolhido por Deus germine, e assim ter a alegria de um dia voltarem a Igreja de Cristo e viver a Verdade em Plenitude.

Marcos 4: 26-28. O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra. Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota e cresce, sem ele o perceber. Pois a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga.

Porque todos somos a mesma Igreja Catolica Apostolica Romana, aqui na terra Igreja Militante, mas se estes irmãos separados passarem pelo juizo do Pai faremos todo faremos parte da mesma Familia , da Jerusalem Celeste, da Igreja Catolica Apostolica Romana Triunfante do Reino Vindouro.

© Livre para cópia e difusão na íntegra e com menção do autor

Rogério SacroSancttus

quarta-feira, 25 de maio de 2011

DIANTE DO PRECONCEITO



Distingo entre conceito prévio e preconceito. Aos que me perguntam se tenho algum preconceito, digo a verdade. Sim, tenho alguns. Mas, se me perguntam sobre meus conceitos prévios, digo que tenho muitíssimos. Tenho opinião formada sobre muitos temas. E as emito porque sou pessoa que opina. Não é porque algo é novo que vou aceitar. Tem que ter sentido. Não sou único. Quem caminhou, estudou aprendeu e amadureceu certamente tem mais conceitos prévios do que preconceitos.

Diz o Grande Dicionário Brasileiro Melhoramentos que preconceito é “conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão”. Há preconceito de classe, religioso, ou racial.

Aqui, a nossa reflexão sobre o tema. Não se pode falar em preconceito toda vez que alguém omite uma opinião contrária á nossa sobre religião, sexualidade, política, ou sobre temas do viver cotidiano. Ele pode ter um conceito prévio, fruto de observação e estudos, com informação adequada e com argumentos serenos e racionais. Não posso julgar um casal de homossexuais, nem um tóxico-dependente, nem um religioso de outra denominação porque não sei o que lhes foi ou vai no íntimo, mas posso, sim, emitir opinião formada sobre a homossexualidade, a tóxico-dependência, o tráfico de entorpecentes e sobre religiões e igrejas. Posso ter um conceito prévio e fundamentado a favor ou contra algum movimento político, sem que isso seja preconceito.

A tendência das pessoas é acusar de preconceito quem discorda delas, mas um grande número delas também discorda com veemência de quem ousa contrariá-las. Não faz muito tempo um petista me acusava de ter preconceito contra o PT por eu questionar alguns fatos ligados ao partido. Mas sabia ele que votei em alguns candidatos do partido. Se tivesse preconceito não teria votado. Mas isso não significa que concordo em tudo com o que fazem os seus correligionários. Um membro de determinada igreja pentecostal me acusou de preconceito por um programa no qual discordei dos métodos de sua igreja. Lembrei-lhe que seu fundador falava abertamente contra nós. Se eles podem ter opinião formada sobre a minha igreja eu também posso ter opinião formada sobre a deles. A um casal de homossexuais que atacava as igrejas por intolerância e preconceito perguntei se os adjetivos que usavam contra os padres e pastores e as acusações que nos faziam, não eram preconceituosas.

De um lado e de outro ficou proibido opinar contra. Uma coisa é opinar fundamentando nossa opinião e outra é emocionalmente atacar quem vive ou pensa diferente de nós, como se estivéssemos 100% certos e eles 100% errados. Podemos perfeitamente ser contra algum comportamento, algum partido ou alguma proposta sem necessariamente ser preconceituosos. Discordo dessa forma de viver, mas não acho que os homossexuais são pessoas más, mas acho que terroristas, assaltantes e traficantes o são. Escolheram matar . Discordo de algumas doutrinas de outros crentes, mas não acho que são maus ou vão para o inferno. Tanto entre eles como entre nós há os bons e os maus.

Resumindo: há caminhos errados trilhados de maneira errada por pessoas que sabem o mal que fazem. Tenho sobre eles um conceito prévio. Há caminhos dos quais discordo, mas não posso colocar tais pessoas na mesma condição dos que roubam, matam e ferem por dinheiro ou por fome de poder. Sim, tenho alguns preconceitos. Talvez tenha que purificá-los. Mas tenho muitos conceitos prévios sobre os ditadores, os que mentem com desfaçatez, os violentos, os corruptos e os que matam por dinheiro ou por ódio. Não pretendo mudar minha opinião sobre tais pessoas. Não estão certas!

Padre Zezinho SCJ

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Evangélicos em Defesa de Maria!


As citações abaixo, feitas por Lutero e Calvino, reais fundadores do Protestantismo, e outros teólogos sérios, denotam o verdadeiro respeito, carinho e amor que todo cristão deve nutrir pela Mãe de Jesus:

“Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.”

( Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor” ).

“Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe [para Maria] um carro de ouro e conduzi-la com quatro mil cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: ‘Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano‘. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo e, apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria.”

(idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Pergunte e Responderemos” nº 429).

“Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia.”

(idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”).

“Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.

(Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”).

“O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem.

(Martinho Lutero, “Artigos da Doutrina Cristã”).

“Maria é digna de suprema honra na maior medida.”
“Um só Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria.”

(“Apologia da Confissão de Fé de Augsburg“, art. IX).

“Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.”

(João Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.”

(Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)

“Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”

(John Wesley, fundadador da Igreja Metodista, em carta dirigida a um católico em 18.07.1749)

“Ao ler estas palavras de Martinho Lutero [em "Comentário do Magnificat"], que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: ‘Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau‘.

O racionalismo ignorou por completo o mistério da santidade. O que é santo, é bem diferente do resto; diante do que é santo, só nos podemos quedar em admiração, adorar e prostrar-nos no pó. O que é santo, não é possível compreendê-lo. Diante da exortação, de Martinho Lutero, de que Maria nunca pode ser suficientemente honrada na cristandade, como a mulher suprema, como a jóia mais preciosa depois de Cristo, e sou obrigada a me confessar adepta daqueles que durante muitos anos de sua vida não seguiram esta admoestação de exaltá-la e assim também não cumpriram a exortação da Sagrada Escritura segundo a qual as gerações considerariam Maria bem-aventurada (Lucas 1,48).

Eu não entrei na fila destas gerações. É verdade que também li na Sagrada Escritura como Isabel, mulher agraciada por Deus, falando pelo Espírito Santo e denominando Maria ‘a mãe do meu Senhor’, lhe prestou a maior homenagem, ao lhe dizer como prima mais idosa: ‘Donde me vem a honra de tu entrares em minha casa?!’ Eu, de fato, poderia ter aprendido o procedimento correto com Isabel. Mas eu não prestei homenagem a Maria com pensamento algum, com nenhum sentimento do coração, com palavra alguma, nem com algum canto. E muito menos eu a louvava sem fim, deixando de seguir a orientação de Lutero, quando escreve que jamais chegaríamos a exaltá-la o suficiente.

Minha intenção, ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus. E isto, à medida que, pela Sagrada Escritura, me ia aprofundando no conhecimento de sua vida e dos seus caminhos. Minha sincera intenção, ao escrever este livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador.

Com gratidão gostaria de confessar aqui quanto o testemunho de sua obediência, de sua entrega total de disponibilidade para andar todos os seus penosos caminhos, me foram uma bênção. Pois ela viveu e andou o caminho da humilhação, numa atitude que – no dizer de Lutero, quando escreve a introdução ao Magnificat – nos pode servir de exemplo: ‘A delicada mãe de Cristo sabe ensinar melhor do que ninguém – pelo exemplo de sua prática – como devemos conhecer, louvar e amar a Deus…’

Quanto amor nós, os evangélicos, dedicamos aos apóstolos Paulo e Pedro! Muitas vezes até encontramo-nos num relacionamento individual e espiritual com eles. Nós os honramos e lhe agradecemos por terem andado este caminho de discípulos de Cristo. Agradecemos ao apóstolo Paulo, porque sabemos que, sem ele, a mensagem de Jesus não teria chegado até nós, os gentios. Exaltamos, cheios de gratidão, os mártires de nossa Igreja, cujo sangue foi semente da qual a Igreja tira vida. E nos esquecemos muitas vezes de agradecer a Maria, a mãe de nosso Senhor. Não está ela inserida na ‘nuvem de testemunhas’ que nos circundam (cf. Hebreus 12,1) e cujo testemunho nos deve fortalecer para a luta que temos a sustentar?

Se honramos apóstolos e arcanjos e deles esperamos que sejam nossos guias no caminho, usando seus nomes para denominar comunidades e igrejas nossas, então, como é que poderíamos excluir Maria, que está ligada a Jesus como a primeira e mais íntima e que andou com Ele o caminho da cruz?

A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor, receando com isto reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que acontece é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com Sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado.

É intenção nossa – como Irmandade de Maria – contribuir, em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para comSua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: ‘Bem-aventurada a que creu!’

Jesus espera de nós que a honremos e amemos. É isto que nos é proposto pela Palavra de Deus e é, portanto, Sua vontade. E somente os que guardam Sua palavra, são os que amam a Jesus de verdade (João 14,23).”

(M. Basilea Schlink, escritora evangélica que escreveu, em 1960, o livro “Maria – o Caminho da Mãe do Senhor” e fundadora da Irmandade Evangélica de Maria, em Darmstadt, Alemanha; fonte: revista “Pergunte e Responderemos”, nº 429).

“Em Lourdes, em Fátima e em outros santuários marianos, a crítica imparcial se encontra diante de fatos sobrenaturais, que tem relação direta com a Virgem Maria, seja mediante as aparições, seja por causa das graças milagrosas solicitadas pela sua intercessão. Estes fatos são tais que desafiam toda a explicação natural.

Sabemos ou deveríamos saber que as curas de Lourdes e Fátima são examinadas com elevado rigor científico por médicos católicos e não-católicos. Conhecemos a praxe da Igreja Católica, que deixa transcorrer vários anos antes de declarar alguma cura milagrosa. Até hoje, 1200 curas ocorridas em Lourdes foram pelos médicos consideradas cientificamente inexplicáveis. Todavia a Igreja Católica só declarou milagrosas 44 delas. Nos últimos 30 anos, 11000 médicos passaram por Lourdes. Todos os médicos, qualquer que seja a sua religião ou posição científica, tem livre acesso ao “Bureau des Constatations Medicales”. Por conseguinte, uma cura milagrosa é cercada das maiores garantias possíveis.

Qual é, pois, o sentido profundo destes milagres no plano de Deus? Bem parece que Deus quer dar uma resposta irrefutável à incredulidade dos nossos dias. Como poderá um incrédulo continuar a viver de boa fé na sua incredulidade diante de tais fatos? E também nós, cristãos-evangélicos, podemos ainda, em virtude de preconceitos, passar ao lado destes fatos sem nos aplicarmos a um atento exame?

Uma tal atitude não implicaria grave responsabilidade para nós? Por que um cristão evangélico pode ter o direito de ignorar tais realidades pelo fato de se apresentarem na Igreja Católica e não na sua comunidade religiosa? Tais fatos não deveriam, ao contrário, levar-nos a restaurar a figura da Mãe de Deus na Igreja Evangélica?

Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições. Não nos arriscamos talvez a cometer um erro fatal, fechando os olhos diante de tais realidades e não lhes dando atenção alguma? Cristãos Evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a opor-lhes recusa e indiferença? Continuaremos a nos comportar de modo que o inimigo de Deus nos mantenha em atitude de intencional cegueira?

Não deveremos talvez abrir o nosso coração a esta luz que Deus faz brilhar para a nossa salvação? Tal problema evidentemente merece exame, não deve ser afastado de antemão, por preconceito, pelo único motivo de que tais curas são apresentadas pela Igreja Católica. Uma tal atitude acarretaria grave dano para nós mesmos e para o mundo inteiro. Grande responsabilidade nos toca. Temos o direito de examinar tais fatos. Não nos é possível passar ao largo e encampar tudo no silêncio. Hoje, em alguns países, está em causa a existência mesmo do Cristianismo. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus que fala ao mundo, pela mediação de Maria, e dar-lhe as costas, unicamente, porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica. Como quer que seja, não podemos calar por muito tempo sobre tais realidades. Temos que examiná-las, sem preconceito, pois é iminente uma catástrofe.

Poderia acontecer que, rejeitando ou ignorando a mensagem que Deus nos faz chegar através de Maria, estejamos recusando a última graça que ele nos oferece para a nossa salvação. É, por isso, um dever muito grave para todos os chefes da Igreja luterana e para outras comunidades cristãs examinar tais fatos e tomar uma posição objetiva. Este dever impõe-se também pelo fato de que a Mãe de Deus não foi esquecida somente depois da Guerra dos 30 anos e na época dos livres pensadores da metade do século XVIII.

Sufocando no coração dos evangélicos o culto da Virgem, destruíram os sentimentos mais delicados da piedade cristã. No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica, tal profecia caiu em tão grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma. Ainda uma vez estas reflexões nos impõe o dever de examinar os fatos acima citados e de tirar dos mesmos todas as conclusões pertinentes.”

(Manifesto de Dresden – documento redigido por vários teólogos luteranos e publicado pela revista “Spiritus Domini” n.5, Maio/1982)

Por fim, gostaria de observar àqueles que negam o título de “Mãe de Deus” a Maria, que tanto Lutero quanto Calvino (além da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, é claro) admitiam e professavam essa verdade de fé, como podemos ver nas citações acima.