segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Igreja que não se Envergonha da Cruz de Cristo



Apesar de muitos cristãos acusarem os católicos de pregarem um Cristo "morto" e crucificado, fazendo referência aos crucifixos, ao sinal da cruz e à própria Missa (que é o sacrifício incruento de Cristo oferecido ao Pai), devemos notar que já os apóstolos exaltavam a Cruz de Nosso Senhor: 
"A linguagem da CRUZ é loucura para os que se perdem, mas para nós que fomos salvos É UMA FORÇA DIVINA" (1Cor 1,18)

"Mas nós pregamos CRISTO CRUCIFICADO" (1Cor 1,23)

E é o próprio Jesus quem ordena que tenhamos sempre na lembrança o seu Santo Sacrifício, ao celebrarmos a Santa Missa:

"Isto é o meu Corpo, que é dado por vós. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM." (Lc 22,19)

Paulo reafirma a ordem de Jesus:

"Todas as vezes que comeis deste pão e bebeis deste cálice, LEMBRAIS A MORTE DO SENHOR, até que Ele venha" (1Cor 11,26)

E Pedro nos convida a oferecermos "sacrifícios espirituais", por Jesus, a Deus, na Santa Missa:

"Aproximando-vos Dele, vós mesmos entrais como pedras vivas na construção da casa habitada pelo Espírito, para constituir uma santa comunidade sacerdotal, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo." (1Pd 2,4-5)

Na verdade, a Igreja Católica prega um Cristo ressuscitado. Mas sem esquecer que foi pela cruz que Ele alcançou a vitória. A Igreja Católica não se envergonha, nem menospreza a Cruz de Jesus. São muitos os falsos profetas que prometem prosperidades e o fim de todas as cruzes aos fiéis que forem batizados na sua "igreja". Quanto a eles, Paulo nos diz:

"Porque há muitos por aí que se portam como INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e SÓ TEM PRAZER NO QUE É TERRENO."
 (Fl 3,18-19)

Enquanto os falsos profetas prometem prosperidades, e o fim dos problemas e das cruzes, Jesus nos diz:

"Se alguém quiser vir comigo, TOME A SUA CRUZ e siga-me" (Mt 16,24)
"A porta que leva ao caminho da vida é apertada, mas larga e espaçosa é a que conduz à perdição" (Mt 7,13-14).

Portanto, Igreja sem Cruz não é Igreja de Jesus. Não existe Igreja, nem Salvação, nem Ressurreição sem cruz:

"É necessário que o grão de trigo morra para que possa produzir frutos" 
(Jo 12,24)

Irmãos, não se deixem enganar quando acusarem o catolicismo de pregar um Cristo morto porque veneramos a Cruz de Cristo. Nem todos compreendem, mas no Catolicismo ela sempre foi venerada, como nos ensina Paulo:

"CRISTO CRUCIFICADO é escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, MAS PARA OS ELEITOS, quer judeus quer gregos, é FORÇA e SABEDORIA de Deus" (1Cor 1,23-24)

"Quanto a mim, não pretendo jamais GLORIAR-ME, a não ser NA CRUZ de Nosso Senhor Jesus Cristo" (Gl 6,14)

Em nossas cruzes do dia-a-dia, oferecemo-las a Deus em comunhão com a paixão redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo para a reparação dos pecados e a Salvação da humanidade. E, assim, participamos do Sacrifício Redentor de Jesus Nosso Senhor, como nos ensina São Paulo:

"Agora, me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja." (Col 1,24)

Eis o que nos ensina Dom Estevão Bettencourt:
"Eis que a Cruz não é mero objeto de contemplação, mas é também algo que cada um é chamado a carregar no seguimento de Cristo. Carregar, porém, não de cabeça baixa, tristemente conformada, pois "Deus ama a quem dá com alegria" (2Cor 9,7). E há motivo para dar com alegria, pois a cruz (doenças, luto, reveses...) é fonte de esperança; somente por ela pode alguém chegar à plenitude da Vida.

Os santos sempre desconfiaram do afluxo de bem-estar material em sua vida, pois estes, atraentes como são, embotam o olhar e esvaziam o anseio de bens melhores ou definitivos. Os desafios da vida é que fazem crescer, pois exigem a mobilização de energias que ficariam adormecidas no âmbito de uma vida muito afogada.

Os santos souberam penetrar o mistério da Cruz e viram nela o testemunho de que Deus chama seus filhos a superar a mediocridade e agigantar-se no caminho da perfeição, configurando-se a Cristo, isto não é masoquismo, mas profunda visão de fé." 

Fonte: Doutrina Catolica
Autor: Cláudio Augusto
Transmissão: Rondinelli Ribeiro

 Retirado do site:

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